segunda-feira, 19 de maio de 2014

R.I.P. Vertigo Mensal!


Todo fim é sempre um novo começo??


Infelizmente, vou ter que descobrir isso da pior forma. Com muita tristeza, acompanhei o último número da revista Vertigo mensal. Durante os últimos anos, ao longo de 51 edições, esse título foi um carrossel de emoções. Imaginem a felicidade de ter de volta as histórias de Constantine. Hellblazer sempre foi um dos carros chefes deste selo, e é claro que não poderia faltar no mix desta publicação mensal. Desnecessário dizer que todo mundo adorou. Só que não imaginava que outras séries do selo fossem fazer tanto sucesso. Acredito que, depois de Hellblazer, a série que mais conquistou fãs foi sem dúvida Vampiro Americano.


Sobre essa série, só tenho elogios e absolutamente nada de ruim a declarar. Gostei principalmente pela temática, que muitos até poderiam dizer que é ultrapassada, afinal o conceito de vampiro de uns tempos para cá ficou meio “down”. Entretanto, essa série fantástica traz de volta o terror e mostra os monstros como deveriam ser mostrados. Não espere ver na série vampiros bonitinhos e purpurinados. Os vampiros de Scott Snyder são perigosos e aterradores, possuem várias raças e TODOS gostam de sangue. Não é tão fácil matar-los e dependendo da raça, fica ainda mais difícil descobrir vulnerabilidades. Claro que essa série estava fadada ao sucesso, afinal nada menos que O Rei dos escritores de Terror, Stephen King, fez parte do elenco de criação das 5 primeiras edições. Com a benção de King, tudo fica mais interessante!


Outra série monstruosa e, diga-se de passagem, uma das minhas prediletas, estava presente e também fez bonito! Casa dos Mistérios é a cara do selo Vertigo. Sei que Hellblazer é a série mais longa e que Fábulas e Vampiro Americano são geniais. Agora a alma do selo, a idéia primordial, definitivamente está nessa série. Imaginem um lugar, fora do tempo/espaço para onde vamos e não podemos mais voltar. Um lugar que é tanto uma prisão quanto... um Bar??? Sim, um bar onde o preço cobrado são histórias. E essas histórias são contadas por todo tipo de seres e criaturas místicas/fantásticas. Série ressuscitada por Bill Willingham (é ele mesmo, aquele de Fábulas) e Matthew Sturges, mostra o valor de uma boa história e afinal, o que seria do mundo sem elas?



Viajei pela Londres embaixo da Londres e acompanhei a desventura de um pobre mortal que pagou o preço por ser um “nice guy”. Ouvi muitas críticas ruins sobre Lugar Nenhum, contudo gostei. Não está no top 10 das minhas histórias prediletas, porém gostei sim! E o que dizer de A Tessalíada? Qualquer ser humano amante do Universo Sandman adora referências ao mesmo! Vikings foi uma série maravilhosa e é uma pena que não foi terminada. Tive que comprar pela web (fica a mágoa Panini). Escalpo foi uma grata surpresa. Nunca imaginei que quadrinhos pudessem evoluir tanto. Homem do Espaço, espetacular. Joe, o Bárbaro destruiu... UFA! Saudades... Pela segunda vez, vejo a melhor revista de todos os tempos ser descontinuada. Em 95/96 comprei as 12 edições da editora Abril. Pelo menos agora são 51. Sinceramente, mal posso esperar para ler novamente cada uma delas. Abraços.


terça-feira, 11 de março de 2014

PRAY FOR JAPAN!!!

Galera esse post é para ajudar um país que eu gosto muito e também como um favor para um grande amigo!

Galera que me segue, meus alunos e amigos... compartilhem!

"Bom dia. Me chamo Ricardo. E estou enviando essa mensagem por um favor aos Times Brasileiros. Queria muito que realizasse esse favor. Não e nada de me levar pro estádio , de tirar foto com jogadores , de ter um dia de vip ,,, nada disso. Eu morei 19 anos no Japão e voltei ano passado, e antes de eu voltar no dia 11 de Março de 2011 teve a tragédia no Japão. Que varias pessoas morreram, pelo terremoto e pelo tsunami. Como nos não tinha como ajuda na hora o que restou era rezar. Mas no mesmo ano na liga alemã , e na liga italiana os jogadores que atuam na seleção japonesa mandaram mensagens pra animar,ajudar um pouco. Hoje em dia no Japão tem muitas crianças que jogam futebol do que antes , e quando estava la os ídolos deles era o Ronaldo, Ronaldinho , Kaka, e Zico e outros jogadores. Agora eles comentam muito sobre o Neymar. O que eu queria que os Times Brasileiros fizessem e se pudesse entrar no próximo jogo com uma mensagem estampada escrito * PRAY FOR JAPAN , NOS ESTAMOS COM VOCE JAPAO * Que nos brasileiros temos varias etnias, europeia ,africana e asiática . Eu como descendente ficaria muito feliz se isso acontecesse. As crianças, adultos os idosos ficaria mais feliz. Vendo os jogadores do Brasil que e outro lado do Japão mandando mensagens pra eles. Se os Clubes que eu o amo fizessem isso acho que seria muito melhor que ganhar um titulo. Porque todo nos somos iguais e todo nos precisamos da ajuda! Obrigado. Ricardo Akira"

Renegados... Projeto do Batman!

Negando os Renegados!

No meu post passado, escrevi um pouco sobre minha experiência com os Novos Titãs. Eram outros tempos e realmente naquela época, os Titãs eram tão importantes (às vezes mais importantes) que os X-Men, para mim. Era uma briga dura, pelo amor do sagrado; imaginem uma época onde, de um lado tínhamos o Cris Claremont com os seus X-Men, na melhor fase que a equipe já teve. De outro lado, a dupla dinâmica da DC, Wolfman/Peréz, revolucionando com os Novos Titãs. No meio dessa porrada boa, muitos outros heróis em fases boas e o mais importante, novos grupos e personagens surgindo. Foi por essa época boa que eu conheci os Renegados, em sua formação original e admito que a primeira vista, não fui muito fã desse grupo não. Estava acostumado com os Vingadores (Marvel), X-Men (Marvel), Novos Titãs (DC), Liga da Justiça (DC), e novos grupos para mim, era mais do mesmo. Na época eu pensava nos Renegados (DC), como um grupo genérico, ao estilo dos Defensores (Marvel). Eu estava enganado!

E quando digo que eu estava enganado, quero dizer que me enganei com os dois grupos. Tanto os Defensores como os Renegados, foram grupos muito importantes nos seus Universos; muitas histórias que são relevantes até hoje, tiveram o dedo desses super grupos. Mais para frente, vou pretendo fazer um post sobre os Defensores, mas por enquanto vou me concentrar nos Renegados. Eles foram muito importantes no evento Crise nas Infinitas Terras, e para quem não sabe, tiveram histórias muito boas. Para quem não sabe, quem fundou os Renegados foi o Batman (claro, que mais??) e este fundou a equipe, quando a galera da LJ se recusou a participar de uma missão de resgate, de um personagem chamado Lucius Fox (na época não era tão importante para a cronologia do Batman como é hoje). Continuando, o cara estava cativo lá para as bandas da MarKóvia (terra de Geoforça). Batman então juntou essa galera: Geoforça, Katana, Metamorfo, Halo, Raio Negro; e posteriormente Ciclone, Cavaleiro Atômico e Divina.

Não foram muitas fases, é verdade, mas eram muito bem escritas e acredito que o diferencial dessa equipe, estava por serem um pouco mais violentos que a LJ, por exemplo. Lembro que na época que eu lia essa fase, eu e um amigo meu estávamos conversando sobre os super grupos e as diferenças entre eles. Meu amigo disse essa pérola: “Os X-Men têm seu apelo violento, com o Wolverine, da mesma forma que os Titãs, que tinham a Estelar. Os Renegados possuíam um Wolverine a mais”. Naquela época, realmente tinha muita gente que pensava assim. Eu via a coisa por outro ângulo: para mim o diferencial dos Renegados, era justamente o diferencial que os Defensores tinham. Bons heróis/personagens só que sem espaço para agirem juntos.

Sobre a volta dos Renegados, que teve um início espetacular e depois deu uma esfriada, também têm o dedo do Batman. As “Indústrias Wayne” patrocinam a equipe e seu maior pupilo, Asa Noturna, fez parte da equipe por um bom tempo. Gostei do Asa Noturna nessa época e acho que sua participação foi até melhor do que costumava ser nos Novos Titãs. Nessa fase, pude ver um Dick Grayson mais parecido com o Batman, o que foi uma coisa bem inusitada, afinal muitas discussões entre Batman e Asa Noturna eram por conta da personalidade fechada e manipuladora do Batman. Eis que nosso amigo Dick não foi tão diferente assim quando estava à frente dos Renegados. Achei interessante essa nova visão para um personagem icônico como o Asa Noturna.

Agora antes que alguém faça a pergunta de 1 milhão de Obamas, respondo logo: Não vou dizer quem era melhor. Acredito que, em se tratando de super grupos, cada um têm sua vantagem e seu valor. O que posso dizer é sobre preferências. Eu gostava mais das histórias dos Novos Titãs, assim como a fase Claremont dos X-Men, eu vira e mexe estou lendo de novo. Marvel e DC são Universos diferentes, cada um com seus heróis principais. A Marvel está mais popular, afinal os últimos filmes de seus personagens bombaram no mundo. Graças a esses filmes, temos toda uma nova geração se interessando por quadrinhos e alguns desses novos leitores (os espertos, claro!), estão lendo como loucos as histórias clássicas. Infelizmente nem todos fazem isso e exatamente por esse motivo, presenciamos guerras entre haters/fanboys. Just another Day in internet! Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção, quem puder ou quiser me siga pelas redes sociais, os links estão aí à esquerda. Abraços.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Contrato de Judas...Clássico dos Novos Titãs!

Direto do túnel do tempo!
Que histórias nos fazem chorar??

Existem muitas histórias que, ao serem lidas, nos emocionam até as lágrimas. Não é uma novidade, afinal um livro bem escrito nos leva para dentro da cabeça do escritor, nos faz mergulhar em suas emoções ou pelo menos as emoções que ele pretende passar. Agora quantos já choraram lendo quadrinhos? Não é tão incomum quanto se pensa. Alguns autores conseguem transportar o leitor para o Universo em questão, ou para a trama, de forma tão espetacular, que é quase impossível não chorar, seja pelo fim da história ou quem sabe pelo destino dos personagens. Eu já escrevi sobre isso outras vezes e volto a escrever, já passei por isso. A Saga de Bêlit, foi muito emocionante para mim, ainda mais por ser muito fã de Conan. A Morte de Gwen Stacy, clássica história do Homem-Aranha também me emocionou muito, assim como (mais recentemente) a minissérie Y, e seu final arrebatador. Contrato de Judas, história mega cultuada pelos fãs dos Novos Titãs, não poderia ser diferente, afinal temos ali o Dream Team da DC na época: Marv Wolfman e George Peréz (os responsáveis por Crise nas Infinitas Terras).

Antes de mais nada, para situar os meus leitores preciso dizer quem são os Novos Titãs e a importância destes heróis para mim. Na longínqua década de 80, tão cultuada por quem lá cresceu e até mesmo por quem a perdeu, foi uma época mágica para os quadrinhos. Muitas Sagas importantes, obras importantes e a consolidação de muitos personagens. Impossível pensar em X-Men e não lembrar da Saga de Fênix, pensar em Batman sem lembra de Cavaleiro das Trevas ou Mencionar o Universo DC e não lembrar de Crise nas Infinitas Terras. Os Novos Titãs eram os caçulas da DC, por assim dizer! E como naquela época eu tinha mais ou menos a mesma idade dos personagens, era simplesmente impossível não se identificar com eles. Cada um com seus dramas pessoais e alguns, como o Robin por exemplo, com tutores de peso. Tinha de tudo ali: aventura, drama, romance, vilões carismáticos (outros nem tanto), arqui-inimigos, etc. Só que a dupla Wolfman/Peréz queria mais. Eles transformaram um super grupo de heróis adolescentes em uma máquina de batalha respeitável. Além de podermos ver, no decorrer das histórias, o amadurecimento de cada um.

Em uma determinada época da minha vida eu era mais fã de Novos Titãs do que dos X-Men e acho que naquela época, meio que rolava um pouco de competição mesmo. Agora indo direto ao assunto, essa história foi muito marcante para todo o grupo, como para toda uma geração de leitores de quadrinhos, pois mostrou o quanto uma traição na equipe poderia ser desastrosa. Sem dar muitos spoilers da trama (afinal uma das minhas maiores intenções com o blog é fazer com que novos leitores procurem e leiam as histórias por mim mencionadas), vou direto ao ponto: a traição de um membro da equipe. Claro que quando começamos a ler, já vamos ligando os pontos e finalmente descobrindo quem é o traidor; só que o mais interessante, é que os motivos da traição são “por pura maldade”. Wolfman/Peréz nos mostram uma realidade muito comum para nós que vivemos no mundo real: “Existem pessoas que são ruins e ponto”. Sem motivo oculto, sem que haja trauma, apenas são ruins! Isso é meio chocante, ainda mais quando se pensa NA ÉPOCA QUE A HISTÓRIA FOI ESCRITA. Muita coragem da parte deles escrever algo assim, e muita coragem escolher justamente os Novos Titãs como personagens.

O ato de traição, as conseqüências dessa traição, a forma que os personagens lidaram com isso, enfim, as repercussões de Contrato de Judas até hoje são sentidas. Nosso conhecido Dick Grayson, o primeiro Robin e maior pupilo do Batman, comandava a equipe e nunca mais foi o mesmo depois do que aconteceu. Também passamos a ver um grande vilão dos Titãs, o Exterminador, com outros olhos depois de Contrato de Judas. Para quem curte clássicos dos quadrinhos, é leitura total e completamente obrigatória. Não sei se essa geração vai se emocionar tanto quanto a minha se emocionou, entretanto com ou sem emoção, é uma obra prima. Vou ficando por aqui. Infelizmente não sei se ainda está para vender na PANINI ou na COMIX “Os Maiores Clássicos dos Novos Titã”. Caso tenha esgotado, é relativamente fácil encontrar essa história em mídia digital. De qualquer forma vou deixar o link dos sites com outros materiais lançados sobre Novos Titãs. Vale a pena também. Muito obrigado pela atenção, me acompanhem pelo Facebook e Twitter para saber de novos posts e também no G+. Abraços.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vampiro Americano: O Senhor do pesadelo...


O Drácula ainda assusta alguém??
Se você respondeu que não, provavelmente não leu o “Drácula”, ou melhor, o correspondente ao Drácula da série Vampiro Americano. Como já mencionei outras vezes, sou muito fã da série de Scott Snyder. Não apenas por este ser um grande autor, mas principalmente pelo fato de ter transformado os vampiros em vampiros novamente. Sim meus amigos; nesta série, não espere encontrar purpurina, ou amores proibidos. Vampiro Americano trata esta criatura da maneira que ela deveria ser tratada, ainda que, por vezes, estejam trabalhando ao lado dos “anjos”. Desde seus primeiros números, a série cativou e tal sucesso só demonstra o quanto milhares de pessoas ansiavam pela volta destes monstros, e “monstros” é exatamente o que são. Agora, trazer-los de não bastava; era necessário criar todo um Universo para esta obra. Várias espécies, um passado (isso foi relativamente fácil, afinal os bichos são imortais), lendas e até mesmo híbridos. Nesta história, vamos ler um pouco de cada.

Em primeiro lugar, a grande vantagem de escrever sobre esse tema, é que tempo (dias, meses, anos, décadas, séculos) não é um empencilho. Podemos localizar o mesmo personagem em diferentes épocas e dessa forma, as possibilidades são basicamente infinitas. Agora o plot dessa edição, acredito que seja trazer o maior personagem vampiro de todos os tempos (pelo menos o mais famoso...), para dentro da série. Só que na verdade, não é bem do jeito que estamos acostumados a ver em outras mídias. O Drácula de Vampiro Americano, não é sedutor ou usa capa nem nada disso. É um bicho bem pior. Sem dar spoilers sobre a história, vou dizer apenas que o poder desse “Drácula”, está mais para a capacidade de liderança, do que em poderes sobrenaturais em si. Pense pela ótica do nazismo. Hitler, não era um cara assustador. Não era forte, não tinha um físico intimidador, enfim não era um cara que se entrasse dentro em um bar, as pessoas pensassem: “ninguém mexe com esse figura”. Entretanto, como líder, olha o estrago que causou. O mesmo exemplo vale para Napoleão.

Outra coisa que achei muito legal, foi conhecer um pouco mais da instituição Vassalos da Estrela da Manhã. A idéia de ter uma organização como essa, também é um toque de mestre de Snyder. Não que nunca tenhamos visto organizações para matar vampiros. Muitas histórias já foram escritas sobre isso; o diferencial para mim é a forma com que os humanos são descritos. O nível de realismo em Vampiro Americano é a parte mais interessante. Enfim, mais do que recomendo esta série e especificamente esta história. Acredito que ainda possa comprar na comix, portanto comprem sem medo, valem muito na estante. Vou ficando por aqui; infelizmente não estou podendo atualizar o blog com freqüência, porém espero poder compensar o tempo perdido em breve. Agradeço por todo mundo que me acompanha por aqui, agradeço os mails que recebi pedindo por mais posts e principalmente agradeço aos meus alunos (e ex-alunos) que espalham e compartilham o link do blog por aí. Valeu galera. Os links da Comix estão aí embaixo, para saber de atualizações me siga pelo Facebook e Twitter. Abraços.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dune... em quadrinhos!


Who control the spice control the Universe. Again!!


Muito bem amigos do blog, aqui estou eu novamente para falar da obra incrível de Frank Herbert, só que em outro tipo de mídia. E a mídia em questão são os quadrinhos, que para quem não sabe, é uma das minhas mídias prediletas. Esta raridade produzida pela Marvel apresentou o Duneverse para muitas pessoas e entre outras coisas, carimbou o nome de Bill Sienkiewicz (sei escrever, mas NUNCA aprendi como se pronuncia...), como um dos maiores artistas dos quadrinhos de todos os tempos. E olha que sou muito fã do cara. Conheci o trabalho desse grande artista na maravilhosa década de 80, quando os grandes clássicos estavam no auge. Tive o privilégio de ler ELEKTRA assassina neste período e ali descobrir uma forma diferente de interpretar os quadrinhos. O realismo que Sienkiewicz coloca em seus trabalhos é algo espetacular. Entretanto, aqui nesta obra específica, notamos que sua marca registrada ainda estava em desenvolvimento. Porém, quando vocês lerem essa obra (e eu espero que leiam), notem a forma que os vermes são representados. Só digo uma palavra: gênio!


Sobre a história, é a mesma do filme de David Lynch. A adaptação foi escrita por Ralph Macchio, com arte de Bill Sienkiewicz e publicada em 1984. Foi um grande sucesso na época, com ótimas críticas e agradando tanto os fãs do filme como fãs do livro.  Sem dar muitos spoilers é mais ou menos isso:
Temos um império de moldes feudais e em plena expansão, só que este império depende desesperadamente de uma substância chamada melange, conhecida como “A Especiaria”. Até aí tudo bem, se não fosse o pequeno detalhe desta especiaria só ser encontrada em um único lugar conhecido, o planeta Arrakis, que por sua vez é um planeta desértico popularmente conhecido como Duna. Como toda sociedade de moldes feudais, existe muita intriga entre as “casas” dominantes. A Casa Atreides é uma dessas e é bem popular entre as outras casas. Naturalmente, tanta popularidade não é impune aos olhos de algumas outras Casas (arrogantes, inescrupulosas, invejosas, enfim...). O Imperador, o chefão escolhido pelas outras casas, com medinho do crescimento bélico e popularidade da casa Atreides, arquiteta um plano.


O plano é usar a grande inimizade que existe entre a Casa Ateides e a Casa Harkonnen e ver o circo pegar fogo. Imagine que o Imperador, que é da Casa Corrino, quer continuar sendo o mais poderoso em todos os sentidos e essas duas Casas “se pegando na porrada”, só ele ganha. Então ele retira o planeta Arrakis da administração dos Harkonnen e entrega nas mãos dos Atreides. Secretamente, meio que empresta seu exército para os Harkonnen, com a clara intenção de que estes voltem a Arrakis e quebrem o pau com os atuais administradores (Atreides), e de forma definitiva (mata tuto, como diriam os Irmãos Piologo). Daí por diante o que vamos ver é uma história de sobrevivência, de vingança, com muitas reviravoltas, assassinatos, cenas de ação e muitas divagações políticas. Como eu já mencionei no meu outro post sobre Dune, a história é muito alegórica e por muitos momentos, você para e pensa: - Isso é tipicamente humano. Não é por acaso. Basta imaginar que a especiaria é o petróleo e muito do que você vai ler no livro, nos quadrinhos e assistir no filme, vai ter um sentido beeeeem mais real. Humanos sendo humanos!


E aqui vou terminando mais um post. Não sei dizer onde vocês podem achar essa obra para ler em mídia física, provavelmente pelos ebays, mercados livres, Amazons da vida. Vale a pena comprar. Contudo para os que não querem ou não podem comprar, é relativamente fácil achar em formato CBR/CBZ em muitos sites. Uma busca rápida já resolve. Muito obrigado pela atenção, quem puder clicar nos links a esquerda para me seguir na Fan Page do Facebook ou pelo Twitter eu agradeço. Sempre aviso por essas mídias sociais quando estou com novas publicações. Abraços.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Castlevania: Symphony of the Night... o melhor da série!


Bons tempos, antes dos vampiros virarem modinha!!


Ola amigos leitores que acompanham o blog, o post de hoje é sobre um jogo mega nostálgico e que, durante muito tempo, deixou a galera grudada na tela da TV. Essa versão de Castlevania, como todas as outras é muito difícil. O grau de dificuldade da série diminuiu com as versões para PS2 (eu gostei, mas prefiro as mais antigas). É um jogo em 2D, ou em formato plataforma, desenvolvido e distribuído pela Konami em 1997 e que nos apresentou uma nova jogabilidade, sendo essa inclusive uma das principais razões para o sucesso do jogo. A primeira plataforma que recebeu esse jogo foi o PS1, que até aquele momento era apenas Playstation. Posteriormente recebeu conversão para o falecido Sega Saturn 1 ano depois. A versão para Saturn só saiu para o Japão, entretanto eu joguei; um conhecido meu (descendente japoneses), possuía esse CD e graças a ele, eu pude jogar as duas versões. Nota de curiosidade: as diferenças que pude notar entre as versões, estão principalmente nos gráficos. O Saturn, por ser uma plataforma mais poderosa, tinha gráficos bem melhores que o PS1. Além disso, na versão do Saturn podíamos jogar com Maria Renard e Richter Belmont desde o início do jogo e se não me engano, possuía um boss a mais, além de mais duas novas áreas!


Hoje podemos jogar em praticamente todas as plataformas e uma delas, inclusive a minha predileta, é no PSP. No caso específico do PSP, podemos baixar em formato digital pela Playstation Network e jogar no PSP, PSvita e PS3 ou comprar/download o jogo Castlevania: The Dracula X Chronicles, que SOTN é liberado logo que você termina o jogo. Não é de hoje que eu digo isso, o PSP é sem sombra de dúvidas o meu console predileto, justamente pela portabilidade que ele oferece; um verdadeiro console “tudista”. Jogar clássicos do PS1, SNES, MEGADRIVE, GBA, além dos jogos próprios para o gadget, de forma portátil não tem preço. Se você que lê, não conseguiu jogar todos os jogos desejados na sua infância, vai me entender por pirar com esse tipo de portabilidade.


Sobre a jogabilidade desse jogo, volto a bater na mesma tecla; é demais! Os cenários são lindos e nosso personagem principal (Alucard) não tem acesso a todas as possibilidades dos mapas, logo no início. A partir do momento que Alucard vai ganhando experiência e novos poderes, como por exemplo: a habilidade de mudar de forma (LOBO, MORCEGO, NEBLINA); áreas antes bloqueadas para ele (inacessíveis), tornam-se acessíveis. Os elementos de RPG estão lá, bem reconhecíveis para os fãs de RPG eletrônicos, como o bestiário, relíquias pelo caminho, etc. Não coloquei esse jogo na categoria RPG, simplesmente por não achar que seja um RPG no sentido que eu estou acostumado. Muitos fãs e até mesmo a mídia especializada costumam categorizar Castlevania SOTN como RPG action. Vai do tipo de percepção que cada um tem para o termo.


Para terminar, a trilha sonora é um absurdo de boa. Dá o tom perfeito para a proposta do jogo, que é meio sombrio e super difícil. É um grande clássico dos games, sobretudo para os que conheceram Castlevania na geração 16bits. Os jogos 16bits eram bem difíceis, não tanto quanto os de 8bits, contudo eram jogos feitos para o player se envolver e gastar um determinado tempo ali. Quando o PS1 estava no auge, eu por exemplo, achava que muito do grau de dificuldade da geração anterior havia se perdido. Castlevania SOTN não tem nada de fácil. Prepare-se para um jogo difícil e que por vezes te irritará tanto, que só parando, dando um tempo e voltando mais calmo, para passar certos mapas. E é isso galera, vou ficando por aqui. Agradeço a atenção de todos e aviso que, quem gostou do post, pode me seguir pelo twitter e facebook, para saber de novos. Abraços.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Wild Cards... pequeno update!


Novamente, eu quero ser um ás!!


Não tem muito tempo que eu fiz um post sobre cartas selvagens. Na ocasião, a única referência que eu tinha eram os quadrinhos, que por sinal são muito bons. Não havia tido a oportunidade de ler os livros e claro que eu fui atrás deles. Acontece é que, como muitos de vocês são fissurados em leitura (quadrinhos e livros), eu também o sou! E para me organizar, eu costumo deixar uma "fila" de livros, lendo na ordem que eu estipulo. Raramente eu "furo a fila" dos meus livros. Fiz isso com os livros do Martin (Crônicas de Gelo e Fogo), a muito tempo atrás e me arrependi da graça, pois no momento que você começa a ler a obra dele, é impossível parar. Eis que faço novamente, "furo a fila" e os livros em questão são do Martin. Dessa vez no maravilhoso Universo de Wild Cards.


Como eu disse, é impossível para e de ler. Portanto fiquei um fim de semana inteiro lendo as obras sobre Wild Cards, um livro atrás do outro, cada página me trazendo saudades e lembranças dos bons e velhos tempos de GURPS Super. Agora, para ser bem sincero, não sei o que eu poderia acrescentar sobre este Universo fantástico. Claro que são mais histórias, muito mais detalhes, só que não dou spoilers nos meus post, escrevo especificamente sobre minha experiência e por qual motivo (ou motivos), as obras em questão deveriam ser lidas. É exatamente por isso que não tenho muito a acrescentar sobre o Universo Wild Cards, entretanto se me permitirem uma pequena recomendação, posso dizer que é muito mais interessante ler os livros depois de ter lido os quadrinhos. Eu gostei de ter reconhecido os personagens, não imaginado pela descrição do Martin. Enfim, é apenas um pequeno update. Muito obrigado pela atenção, quem puder me seguir pelo Facebook e Twitter eu agradeço. Abraços.

Link dos livros no Senhor Saraiva:

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Oceano... Warren Ellis arrasando!


Quem são nossos antepassados??


Pergunte a Warren Ellis. Bem vindos leitores do blog, aqui estou mais uma vez e o assunto dessa vez é uma obra da DC, sob o selo Wildstorm. Oceano é simplesmente demais e é tão viciante, que uma vez que começamos a ler é impossível parar. Não é de hoje que sou muito fã de Warren Ellis, já o conhecia da obra Frequência Global (que por sinal ainda deve aparecer por aqui). A verdade é que ele é um dos maiores produtores de conteúdo para quadrinhos da atualidade e já arrancou vários elogios, inclusive do mestre Alan Moore e se Mr. Moore disse que o cara é bom, que pobre mortal teria a audácia de discordar? Eu definitivamente não. Claro que não posso me esquecer de mencionar, o grande artista Cris Sprouse. Não é exatamente um desconhecido; já trabalhou com grandes ícones dos quadrinhos como o próprio Warren Ellis, além de Grant Morrison e The King Alan Moore. Desenhou grandes personagens dos quadrinhos, como Batman, X-Men, Liga da Justiça, etc.


Oceano é um quadrinho de 2004, mas que chegou por aqui algum tempo depois e, para os aficionados em papel, ainda podemos comprar, pois está para vender na Comix; versão de luxo com capa dura e tudo que temos direito. É uma história futurista, entretanto é meio esquisito classifica-la como ficção científica. Eu pelo menos achei. Os elementos estão lá, tecnologia, política corporativista (isto ainda é sci-fi?), exploração espacial, e tudo mais. Só que a pegada está mais para uma trama policial, do que para o que eu espero de uma obra de ficção científica. E falando nisso, vamos à história (sem dar spoilers, claro). Como já mencionado, a temática é futurista. Não o futurismo tradicional. É algo mais para a intenção realística. Não estou dizendo que tudo que vimos ali é uma realidade, ou será uma realidade futuramente, apenas digo que a intenção de Warren Ellis foi passar a sensação de realidade, de algo que realmente pode acontecer, no que diz respeito à exploração espacial.


Pelo menos daqui a uns cento e tantos anos, que é a época da obra. Nosso personagem principal chama-se Nathan Kane, um inspetor das nações unidas que foi mandado para Europa, sendo que está Europa não é na Terra; trata-se de um dos satélites de Júpiter. Na verdade, não é bem em Europa o seu destino, e sim na estação em órbita de Europa, chamada Cold Harbor. Acontece que o motivo dele ter sido chamado, foi que algo foi encontrado em Europa. Para quem não sabe, Europa é um dos satélites em volta de Júpiter e sabe-se que é um grande oceano congelado (isso não é ficção, é realidade!). Este fato, por sinal, é muito utilizado na ficção científica ao longo dos tempos, bem como nos quadrinhos. Para citar um exemplo, recorro a Arthur C. Clarke (um dos meus escritores sci-fi prediletos) e sua obra 2010: o ano em que faremos contato. Em Oceano, Warren Ellis também nos mostra algo que quebra paradigmas. Sim, estou falando de vida; só que, como tudo na vida, nem toda a descoberta é uma “boa” descoberta, basta lembrar que um inspetor da ONU foi chamado e a especialidade de Nathan Kane são armas.
Ficou curioso leitor? Eu espero que sim, pois daí em diante o que vamos ver são revelações, algumas muito óbvias outras um tanto quanto perturbadoras. Aventura e suspense estão presentes na trama só que, para esse humilde leitor, a história é mais sobre a humanidade do que sobre vida em outros planetas. Quando eu disse que é uma obra futurista, só que é esquisito classifica-la assim, acho que é exatamente por isso. Reconhecemos muito do que lemos lá, no mundo de cento e tantos anos além, com o que estamos acostumados ver hoje. Você lê e acredita que aquilo poderia acontecer exatamente como aconteceu. Para finalizar, posso dizer que é uma leitura incrível para qualquer fã de quadrinhos, alias como todas as obras de Warren Ellis. Merece um lugar na sua estante. E com isso, vou terminando meu post. Agradeço a atenção de todos que por aqui passaram e para saber de novas postagens, é só me segui no Twitter e pela fan page do Facebook. Quem se empolgou com essa obra, estou deixando o link da Comix aí embaixo. Clique e seja feliz. Abraços!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cartas Selvagens... HQ, RPG e Universo estendido!


Como todo mundo que leu, eu gostaria de ser um Ás!!


Hoje caros amigos do blog, eu vou escrever sobre uma HQ, que também é um RPG e por acaso também são livros; Cartas Selvagens é um cenário de RPG onde podemos jogar com pessoas com super poderes. Reparem que vocês leram: “pessoas com super poderes” e não “heróis” com super poderes. Como na vida real, ninguém garante que “com grandes poderes, temos grandes responsabilidades”; ainda mais que, se fosse assim no mundo real, os americanos seriam o povo mais bacana no mundo.  No Universo de Cartas Selvagens, o mundo foi vítima de uma invasão alienígena; nada como frotas espaciais ou robôs gigantes, enfim nada de clichês! Os caras (alienígenas) simplesmente mandaram um vírus maldito, para saber qual seria o efeito se este fosse utilizado por eles. Queriam usar a gente de cobaia. Esse vírus tinha a promessa de desenvolver poderes nos infectados e como esses alienígenas queriam poderes, decidiram testar nos pobres terráqueos.


Um desses alienígenas, não concordava com essa idéia de soltar uma bomba virótica em um planeta só para ver o que acontece e tentou de todas as formas impedir a detonação. Fracassou e dessa forma o vírus Carta Selvagem foi disciminado na Terra. A maioria das pessoas que são afetadas morrem; os que não morrem, transformam-se em aberrações das mais variadas formas. Entretanto, uma pequena porcentagem contaminada desenvolve poderes incríveis. Vão desde a capacidade de voar, telecinesia, invulnerabilidade, até coisas bestas como mudar a cor dos olhos ou um super paladar. Acontece que não têm como saber quem vai dar a sorte de ser um defunto, um coringa (afetado deformado) ou um Ás (afetado com poderes). E que fique muito claro, esse vírus é contagioso. Portanto as pessoas que não sofreram mutações ou ganharam poderes e simplesmente escaparam da infecção, acabam por ter um preconceito com os afetados. Imaginem o vírus da AIDS 20 anos atrás...


Esse cenário de aventuras era o que podíamos jogar com a expansão GURPSSUPER, que como o próprio nome diz pertence ao sistema de RPG chamado GURPS. Já citei aqui outras vezes e volto a citar, GURPS sempre foi meu sistema favorito para jogar, ainda que não tenha sido meu primeiro sistema de RPG. Comecei com AD&D, que hoje voltou a ser apenas D&D. A grande parte das partidas que eu joguei, eram na área da fantasia medieval. Dragões, elfos, gnomos, e tudo o mais. Meu irmão Black Kamen Rider tinha o módulo básico de GURPS e possuía também a expansão GURPS FANTASY. Um belo dia, ele me aparece com outra expansão (GURPSSUPER) e com essa podemos construir personagens com poderes. Na época era simplesmente o máximo poder reconstruir os seus personagens prediletos dos quadrinhos, em uma mesa de RPG. E mais, podíamos reconstruir Universos dos quadrinhos inteiros, como o da Marvel e da DC. E é claro que poderíamos usar o Universo de Castas Selvagens, por sinal muito bom!


Essa expansão (GURPS SUPER) vinha com um quadrinho muito bom, que explicava o plot central do cenário. Além de nos apresentar personagens que poderiam ou não ser usados na campanha. Adivinhem quem é o criador desse cenário??? Ninguém senão o todo poderoso George R. R. Martin. Sim leitores do blog ele mesmo. O cara por trás de Crônicas de Gelo e fogo (livros que deram origem ao megaboga seriado Game of Thrones). Depois dessa nem preciso dizer o quanto Cartas Selvagens é bom certo? Sobre os quadrinhos, posso dizer que também são muito bons. Eu comprei a versão minissérie e também tenho a versão encadernada! Foram lançadas pelo selo Epic (que pertence a MARVEL) e aqui no Brasil, foi publicada pela editora Globo, em 1992 (versão minissérie) e 1993 (versão encadernada). Sobre os livros, sei apenas o que muitos da minha geração sabem: os quadrinhos são uma adaptação desses livros, que são mais de 20 (eu acho!!!) e alguns já estão sendo publicados por aqui. Achei em versão digital também, portanto como não li, não posso falar sobre. Contudo, sei que a um tempo atrás, na página oficial do Martin, estava escrito que esses livros seriam TODOS lançados por aqui. Fica a esperança que tal notícia seja verídica.


E com esse raio de luz, eu termino o post de hoje. Espero que eu tenha esclarecido ou pelo menos ajudado a muitos curiosos sobre esse incrível Universo. E fica a dica para os jovens leitores que não descobriram ainda o prazer de uma boa partida de RPG. Pense em GURPS SUPER e saiba que ler sobre o Wolverine é legal; interpretar o Wolverine no entanto, é muito melhor! GURPS pode te proporcionar isso, alias, proporcionou para mim! Muito obrigado pela atenção. Quem puder é só dar um clique e curtir a fan Page do blog no Facebook ou me seguir pelo Twitter, para saber de novos posts. Abraços.
PS: Quem quiser ler em formato digital essa HQ, clique no link abaixo.
       E no outro link, alguns livros para vender no senhor Saraiva.