segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Alundra... Simples e Bacana!



Clássicos do RPG eletrônico, quem não gosta??
Hoje vou falar sobre Alundra, um dos primeiros RPGs lançados para a plataforma PS1 e por sinal, um dos mais interessantes. Sou viciado em RPG eletrônico, assim como já fui muito viciado em RPG de mesa. Meu fascínio por esse tipo de jogo está na forma que ele se apresenta ao jogador. As investigações, as mudanças de levels, os sistemas de batalhas, as lutas inesperadas, além das clássicas reviravoltas do enredo. Tudo isso sempre me fascinou demais. Quando a gente joga RPG de mesa, dependemos de outras pessoas e isso acaba por exigir pré-requisitos básicos antes de se começar uma partida. Horários precisam ser acertados, assim como a disponibilidade de quem vai jogar. 
Quando jogamos RPGs eletrônicos, não precisamos de ninguém, pois o jogo é preparado para funcionar single player. Outra coisa que chama bastante a atenção, são as histórias. De certa forma é como ler um livro, só que um livro onde podemos interagir. No caso de Alundra, não foi diferente. Apesar de ser um jogo em formato 2D, que até certo ponto lembra os consoles da era 16 bits, não deixa nada a desejar. Qualquer pessoa que viveu a era 16 bits entende que nem só de gráficos vive um jogo, afinal um dos maiores jogos de todos os tempos era 16 bits (o saudoso Chrono Trigger).
Sobre a história, um pequeno resumo sem spoilers. Alundra, é um personagem curioso. E agora o mais curioso, ele não fala. Semelhança ou homenagem a Chrono Trigger que também tinha um personagem principal que não fala? Enfim, Alundra faz parte das raça dos Elna e tem um habilidade: entrar no sonho das pessoas. Longo no início, ao chegar na cidade de Inoa e ter descoberto que pode entrar no sonho das pessoas, descobre que é um “Releaser”. E já recebe um missão: Deve salvar o mundo de um ser chamado Melzas. Este ser é como se fosse o Morpheus de Gaiman, ele controla os sonhos das pessoas e se quiser pode transformar em pesadelos ou coisa pior. Algumas pessoas quando nesse estado de perpétuo pesadelo (perdão pela referência aos perpétuos!), não acordam e pode correr risco de vida. Nesse ponte enra Alundra que, com sua espetacular habilidade de entrar nos sonhos, entra no sonho  e resolve a parada. Cada sonho onde Alundra entra, acaba por ser uma fase. Cool right?
Basicamente, temos um personagem que deve salvar o sonhar, ops...quero dizer, o mundo de Melzas... and save the Day! Dizem que é uma característica marcante o fato deste jogo ser bem light, ou seja, não possui um tema ou mesmo um enredo muito pesado. É uma história divertida, que distrai e por que não dizer, ensina. Uma das melhores formas de se treinar o inglês, é jogando RPG nos videogames. Sou de uma geração que aprendeu inglês jogando, afinal até hoje é muito difícil encontrar RPGs que tenham pelo menos as legendas em português. Minha geração teve que se virar para aprender e acho que é um método bem válido, pois é usado no Japão até hoje. Atualmente, como jogos dublados em japonês, é quase um requisito básico as legendas em english.
 Outros personagens que vale a pena mencionar são:
- Jess: o criador de armas.
- Meia: da mesma raça que Alundra, portanto com a mesma habilidade. Meia quer ter o título de “Releaser” e apesar de no início não ser um personagem legal, aprende a gostar de Alundra.
- Melzas: este é o grande vilão do jogo. E não, ele não parece nada com Morpheus!
- Septimus: este personagem é o cara das respostas. Ele explicará o que tem que ser explicado, e esclarecer o que tem que ser esclarecido. Mas não que nem o maldito Mestre dos Magos, que sempre sabia tudo, mas nunca dizia nada.
Sobre a jogabilidade, é algo que lembra um pouco Zelda. Não é um dos jogos mais fáceis de se terminar. Apesar de ter uma história redonda e simples, sem muitas surpresas, o jogo não é tão simples. Tal como Zelda, os desafios e macetes para se passar de fase por vezes chegam a deixar o jogador meio que frustrado, entretanto nada que afete o jogo de forma negativa, visto que todo bom jogador de RPG eletrônico, não foge de um bom desafio. Por fim, sobre a trilha sonora, é boa e só. Nada espetacular como as trilhas de Final Fantasy ou outros RPGs da Square. Agora nem por isso dá para dizer que são ruins. Eu gostei e achei que encaixaram bem com as cenas. Só que, como sou um fanático por RPGs, sempre espero demais das trilhas sonoras. Resumo da ópera, recomendo! Para que é iniciante ou para quem é veterano, esse jogo é 10. Vou ficando por aqui. Agradeço a atenção. Abraços.

Um pequeno gameplay do jogo, que muitos chamam de "Zelda do Playstation".

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